Continue lendo e confira a Lista:
1) Flamengo/Olympikus* 1,3 milhão
2) Corinthians/Nike** 1,038 milhão
3) Palmeiras/Adidas** 1,027 milhão
4) São Paulo/Reebok* 380 mil
5) Inter /Reebok* 280 mil
6) Cruzeiro/Reebok* 150 mil
7) Figueirense/Fila 40 mil
8 ) Atlético-GO/Super Bolla 10 mil
9) Paraná Clube/Kanxa 2.839 unidades
* Informações apuradas extra-oficialmente
** Informações divulgadas na mídia
Antes de tudo, gostaria de esclarecer que o ranking acima é de elaboração bastante complexa. Infelizmente, diversos clubes não se propuseram a disponibilizar seus dados, entre eles Santos, Atlético-PR, Atlético-MG, Coritiba e Vasco. Tudo por conta das “clausulas de confidencialidade”, tão comuns no contrato com fornecedores de material esportivo. Outros (como Botafogo, Fluminense, Grêmio, Avaí e Bahia) não retornaram aos contatos realizados. Por isso, mesmo a contragosto, a lista reflete a realidade do mercado de forma apenas parcial.
Logo de cara, nos deparamos com a liderança rubro-negra em mais este departamento. Surpreende o fato de o Flamengo ter vendido tantas camisas em 2010 quanto em 2009 – ano do hexa (em apenas seis meses, ressalta-se). Nem a má vontade da torcida com o logo da Batavo (ampla, geral e irrestrita) ou a péssima campanha no Brasileirão foram capazes de ofuscar a euforia proporcionada pelo Império do Amor.
Uma informação interessante divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, da Veja: entre as 1,3 milhão de camisas do Flamengo, aproximadamente 100 mil foram da terceira camisa azul e amarela – sucesso especialmente entre os pequenos torcedores. Eis um ranking que seria muito interessante. Entrariam na conta a camisa roxa do Corinthians, a cruz templária vascaína, as camisas laranja e grená do Fluminense e a verde-limão do Palmeiras.
Em seguida, surge um derby paulistano incrivelmente equilibrado. O pouco mais de um milhão de peças vendidas pelo Corinthians são excelentes, mas se justificam pelo ano do Centenário e o efeito-Ronaldo – maiorcase de sucesso na história do marketing nacional. Já os números palmeirenses soam espetaculares. Há anos sem títulos e em sucessivas crises políticas, a torcida do Palmeiras conseguiu minimizar a enorme diferença no tamanho das duas massas. E provou que “fidelidade” não é exclusividade alvinegra.
Posteriormente, vemos o São Paulo em uma posição pouco usual. Quando o tricolor paulista dominou o Campeonato Brasileiro – no triênio 2006-2008 – costumava liderar o ranking vendendo cerca de 400 mil peças/ano. Percebe-se que ao perder a preponderância, a torcida deixou de responder, demonstrando grande sensibilidade aos resultados esportivos.
A partir de então, Internacional e Cruzeiro se enquadram na faixa em que a maior parte dos ausentes se encontraria. O Figueirense foi outro a vender muito bem, especialmente pelo alcance local do clube. É possível que as vendas de Atlético-PR e Coritiba tenham acontecido neste mesmo patamar. Verifica-se que uma boa campanha no acesso (da B à A – caso do Figueira) costuma render mais do que o normal. É o caso do Atlético-GO, que comercializou 12 mil peças no acesso (2009), mas caiu para 10 mil em 2010. Na lanterna aparece o Paraná Clube, único representante da segundona entre os relacionados.
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